Um empreendedor que não sabe o que é fluxo de caixa é quase como um pescador não saber o que é anzol. Ou seja, o fluxo de caixa é uma ferramenta essencial no gerenciamento de uma empresa. O termo nada mais é do que o controle das contas a pagar e a receber. Ou ainda: é a entrada ou saída de dinheiro. E por que esse controle é importante? Justamente porque será muito mais fácil movimentar o dinheiro e desenvolver um planejamento financeiro na sua empresa.
“Para o micro e pequeno empresário, a melhor opção é o fluxo de caixa da base direta, isto é, aquele em que o empreendedor só registra numa planilha as ações que já tiverem sido realizadas”, explicou ao Empreendedores Haroldo Mota, professor de finanças da Fundação Dom Cabral, centro de desenvolvimento de executivos, empresários e empresas, fundado em 1976. Ou seja, você só vai inserir o valor do dinheiro recebido por determinada venda quando ela já estiver no caixa da empresa.
Base indireta
Existe outra opção, que é o fluxo de caixa da base indireta, no qual se pressupõe o cálculo do lucro. Esse modelo costuma ser mais utilizado por empresas maiores, em que as movimentações são em maior volume, e é preciso constantemente ter ciência das ações que estão para acontecer.
“É melhor que o microempreendedor utilize a base direta por ser mais simples”, aconselha Mota, que recomenda ainda o programa Excel. Ele também adverte: “Tenha sempre uma reserva financeira.” Segundo ele, o erro mais comum é ser muito otimista com os ingressos provenientes da receita e imaginar que os valores a receber são tão previsíveis quanto os das despesas. “O salário do funcionário é um valor certo. Já a receita que vai ingressar no caixa para pagar esse salário é só uma expectativa”, diz.
O Sebrae elaborou um modelo de fluxo de caixa em que considera importantes as previsões e as ações realizadas. Na imagem abaixo, você verá um modelo de relatório de fluxo de caixa. E se quiser saber mais sobre o tema, clique na figura para baixar o Guia sobre Fluxo de Caixa, também produzido pelo Sebrae.
Entenda alguns termos
Saldo Inicial: é o valor constante no caixa no início do período considerado para a elaboração do Fluxo. É composto pelo dinheiro
na “gaveta” mais os saldos bancários disponíveis para saque.
Entradas de Caixa: correspondem às vendas realizadas à vista, bem como a outros recebimentos, tais como duplicatas, cheques
pré-datados, faturas de cartão de crédito etc., disponíveis como “dinheiro” na respectiva data.
Saídas de Caixa: correspondem a pagamentos de fornecedores, pró-labore (retiradas dos sócios), aluguéis, impostos, folha de pagamento, água, luz, telefone e outros, entre eles alguns descritos em nosso modelo.
Saldo Operacional: representa o valor obtido de entradas menos as saídas de caixa na respectiva data. Possibilita avaliar como se comportam seus recebimentos e gastos periodicamente, sem a influência dos saldos de caixa anteriores.
Saldo Final de Caixa: representa o valor obtido da soma do Saldo Inicial com o Saldo Operacional. Permite constatar a real sobra ou falta de dinheiro em seu negócio no período considerado e passa a ser o Saldo Inicial do próximo período.
por Amanda Camasmie - Blog da Caixa

