Você saberia responder qual é o maior risco de implementar um processo de mudança na sua empresa? “Preocupar-se apenas em se reinventar e não ganhar dinheiro”, responde o consultor norte-americano John Kotter, professor da Harvard Business School e autor de 17 livros de negócios. Em entrevista recente à revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, o especialista em mudanças estratégicas afirmou: as empresas não podem se esquecer de vender. Na sua avaliação, as pequenas empresas não conseguem promover mudanças porque quando começam a fazer sucesso, imaginam que têm as respostas para todos os problemas. Desse modo, insistem na mesma estratégia.
Em outras palavras, Kotter é contra o velho ditado segundo o qual em time que está ganhando não se mexe. Para ele, é aí que mora o perigo, pois o mundo muda e o empreendedor deve acompanhar e até se antecipar às mudanças. Se uma empresa consegue enxergar as mudanças e identifica oportunidades, diz o especialista, supera facilmente os concorrentes. Luis Augusto Lobão Mendes, professor da Fundação Dom Cabral, centro de desenvolvimento de executivos, empresários e empresas criado em 1976, concorda. Em reportagem do Empreendedores, ele afirmou: “É preciso ter capacidade de antevisão do futuro, antecipar-se e mostrar que sua empresa está de olho nas tendências.”
Quatro dicas
Qual é o erro mais comum cometido pelas empresas no processo de mudança? De acordo com Kotter, é não fazer corretamente desde o começo. Isso significa que a mudança vai entrar em colapso. Cedo ou tarde. Quer fazer mudanças na sua empresa? Veja as dicas de Kotter, segundo entrevista da Pequenas Empresas & Grandes Negócios.
1. Seja um modelo para os outros e chegue para trabalhar todos os dias com um sentido de urgência. Isso é o que de mais importante um empreendedor pode fazer. As outras pessoas vão observá-lo e se contagiar.
2. Tenha certeza de que todos enxergam o que está acontecendo fora da empresa. Quem se relaciona com o consumidor deve repassar a informação a outros departamentos.
3. Aproveite as crises e não as veja como tragédias.
4. Não tenha no time um urgency killer, ou seja, alguém influente e inteligente o suficiente para minar seus esforços em promover a mudança.
por Carlos Dias- O Blog da Caixa
